Belém, capital paraense, acaba de ganhar um presente que promete atrair visitantes do Brasil inteiro: o Museu das Amazônias. O espaço, que abre as portas em 4 de outubro, foi pensado para valorizar ciência, tecnologia, cultura e sustentabilidade no maior bioma tropical do planeta.
Instalado no Armazém 4A do Porto Futuro II, o museu nasce como legado da COP30 e se posiciona como um dos principais polos culturais da região Norte. Se você adora descobrir lugares inéditos para visitar, o Só Reservar já adianta: vale colocar essa atração na próxima viagem.
Museu das Amazônias: onde fica e quando abre
A inauguração oficial acontece em 4 de outubro, mesma data em que o complexo passará a receber o público todos os dias — exceto às quartas-feiras, reservadas para manutenção. Entre 4 e 10 de outubro, o funcionamento será estendido, das 10h às 20h. Depois desse período, o horário volta ao padrão: de quinta a terça, das 10h às 18h, com última entrada às 17h.
Localizado no bairro do Reduto, o Armazém 4A fica dentro do Porto Futuro II, área que vem sendo revitalizada pelo Governo do Pará. O acesso é fácil tanto para moradores quanto para turistas que circulam pela orla de Belém.
Missão: valorizar a diversidade amazônica
Criado a partir de um amplo Plano de Escutas, o Museu das Amazônias reuniu representantes indígenas, pesquisadores, artistas e instituições do Brasil e de outros países que integram a Pan-Amazônia. A proposta é garantir que cada voz da floresta esteja refletida nas salas expositivas.
Segundo a secretária de Cultura do Estado, Ursula Vidal, a intenção é espelhar e integrar as “pluridiversidades” amazônicas, transformando o equipamento cultural em um polo de diálogo sobre futuro sustentável, ciência e justiça social.
Exposições de estreia no Museu das Amazônias
Amazônia, de Sebastião Salgado
No térreo, os visitantes serão recebidos por cerca de 200 fotografias em preto e branco do consagrado Sebastião Salgado. A mostra internacional chega pela primeira vez ao Norte do país após temporadas em Paris, Londres, São Paulo e Rio de Janeiro. As imagens revelam a complexidade da floresta e das populações indígenas, destacando a urgência de preservar esse patrimônio natural.
Ajurí: arte e colaboração
No mezanino, a exposição Ajurí, concebida pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), convida o público a mergulhar em instalações que usam fibras de coco, taboa e miriti. O ponto alto é um móbile com mais de 1.500 animais em fibra de miriti, criado por artesãos de Abaetetuba. A mostra está dividida em três núcleos: “Amazônias no Plural”, “Ameaças e Crise” e “A União como Ensinamento”.
Artistas como Carina Horopakó, Evna Moura, Paulo Desana e Roberta Carvalho integram o time, ao lado de nomes de projeção nacional, criando um diálogo vibrante entre arte, ciência e tradição.
Infraestrutura pensada para múltiplas experiências
O Museu das Amazônias conta com dois salões expositivos — 950 m² e 500 m² —, além de loja, sala educativa de 77 m² e um espaço multiuso com capacidade para 130 pessoas. A arquitetura flexível integra tecnologia, arte e ciência, permitindo eventos, oficinas e atividades imersivas que dialogam com a história dos povos amazônicos.
Cada ambiente foi projetado para acolher programações que reforcem a importância da biodiversidade e dos saberes ancestrais, sempre sob o prisma da inovação tecnológica.
Imagem: Internet
Parcerias e financiamento
O projeto nasceu de uma articulação entre a Secretaria de Cultura do Pará (Secult/PA), Ministério da Cultura, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Museu Paraense Emílio Goeldi. A concepção e gestão ficaram a cargo do IDG, instituição responsável por espaços como o Museu do Amanhã e o Paço do Frevo.
Entre os patrocinadores estão Vale, CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, BNDES, Finep, Hydro, New Fortress Energy, Ipiranga, Mercado Livre e Ultracargo. Todas essas parcerias garantem sustentabilidade financeira e diversidade de programação a longo prazo.
Por que visitar o Museu das Amazônias
Para quem busca roteiros culturais diferenciados, o museu oferece uma experiência completa: da fotografia de impacto de Sebastião Salgado às instalações que usam materiais típicos da floresta, passando por debates sobre ciência, tecnologia e mudanças climáticas. É um convite para compreender a Amazônia além dos clichês, conectando passado, presente e futuro.
Outro atrativo é a entrada gratuita até fevereiro de 2026, incentivo perfeito para turistas e moradores explorarem o local com calma e, quem sabe, voltarem em outras temporadas de exposições.
Serviço
Endereço: Armazém 4A, Complexo do Porto Futuro II, bairro do Reduto – Belém/PA
Funcionamento: quinta a terça, das 10h às 18h (última entrada às 17h). Fechado às quartas para manutenção.
Entrada: gratuita até fevereiro de 2026.
Horário especial de inauguração: 4 a 10 de outubro, das 10h às 20h. Fechado em 11 e 12 de outubro devido ao Círio de Nazaré.
Belém coloca, assim, o Museu das Amazônias no mapa dos grandes centros culturais brasileiros, reforçando o protagonismo da região nos debates globais sobre clima, ciência e turismo sustentável.

