Visitar o Louvre costuma ser sinônimo de filas longas, segurança rígida e a expectativa de ver a Mona Lisa ao vivo. No entanto, nem sempre as portas daquele palácio permanecem abertas. Vez ou outra, surge um imprevisto que vira notícia global e força o fechamento do Louvre.
Nesta reportagem, reunimos os episódios mais impressionantes nos quais o museu foi esvaziado às pressas — de assaltos cinematográficos a greves repentinas. Se você acompanha o Só Reservar, sabe a importância de planejar bem qualquer viagem; depois de ler, vai entender por que até o ponto turístico mais visitado do planeta pode frustrar seus planos.
Assalto de 2025 coloca joias históricas em risco
Na manhã de 19 de outubro de 2025, um grupo bem treinado chegou ao Louvre pela fachada voltada para o rio Sena. Usando uma cesta elevadora, os ladrões arrombaram uma janela, invadiram a Galerie d’Apollon, quebraram vitrines e levaram joias ligadas à antiga coleção real francesa. Toda a ação durou poucos minutos.
O prédio foi evacuado imediatamente, resultando no fechamento do Louvre enquanto a polícia francesa coletava evidências. O roubo expôs vulnerabilidades no sistema de segurança, lembrando ao mundo que nem sensores de última geração são à prova de criatividade criminosa.
Greve-surpresa e superlotação paralisam o museu
Meses antes do assalto, em junho de 2025, turistas madrugaram na fila apenas para encontrar portas fechadas. Sem aviso prévio, funcionários cruzaram os braços em protesto contra a superlotação, a falta de pessoal e condições de trabalho consideradas precárias.
Milhares de visitantes que já tinham ingresso ficaram do lado de fora, frustrados. O episódio colocou o fechamento do Louvre em destaque nos noticiários e acendeu o debate sobre turismo de massa nos grandes museus europeus.
Protesto com sopa na Mona Lisa choca o público
Em 28 de janeiro de 2024, duas ativistas do grupo Riposte Alimentaire jogaram sopa no vidro blindado que protege a obra-prima de Leonardo da Vinci. A tela não foi danificada, mas a cena da sopa escorrendo viralizou em minutos.
A sala foi esvaziada, e o fechamento do Louvre daquela área permitiu uma checagem completa na pintura e no sistema de proteção. Desde então, a direção reforçou a vigilância nas seções mais populares.
Ataque com facão em 2017 eleva o nível de segurança
Em fevereiro de 2017, um homem armado com facão e latas de spray avançou sobre soldados que patrulhavam a entrada do Carrousel du Louvre. O agressor foi baleado, mas o incidente levou ao esvaziamento completo do museu.
Investigadores apontaram motivação terrorista. O governo francês, então, intensificou a presença de militares e instalou novos pontos de checagem, reduzindo os riscos de outro fechamento do Louvre por ameaças semelhantes.
Dois episódios de 1939 antecedem a guerra
O furto da obra L’Indifférent
Em junho de 1939, a pequena pintura de Jean-Antoine Watteau foi cortada de sua moldura em plena luz do dia. A ausência só foi notada horas depois, revelando falhas graves na vigilância pré-guerra e causando mais um fechamento do Louvre temporário para revisão de protocolos.
Imagem: Internet
A evacuação de todo o acervo
Com o conflito às portas, o museu encerrou as visitas em agosto de 1939 para uma operação gigantesca: retirar mais de duas mil caixas com obras-primas, entre elas a Mona Lisa, e escondê-las em castelos no interior da França. O transporte em caminhões selou o maior fechamento do Louvre até então, garantindo a sobrevivência das peças durante a Segunda Guerra Mundial.
O roubo da Mona Lisa em 1911 torna a obra mundialmente famosa
Na manhã de 21 de agosto de 1911, Vincenzo Peruggia, funcionário terceirizado, vestiu um uniforme, retirou a Mona Lisa da parede e saiu com a pintura debaixo do casaco. O desaparecimento só foi percebido no dia seguinte, gerando pânico e novo fechamento do Louvre.
O quadro reapareceu em 1913, na Itália. A cobertura sensacionalista transformou a Mona Lisa em ícone pop e estabeleceu o Louvre como símbolo global de mistério e vigilância.
Primeiro grande fechamento por problemas estruturais
Entre 1796 e 1801, rachaduras e infiltrações ameaçavam partes inteiras do palácio. Para evitar desabamentos, a direção optou pelo fechamento do Louvre por quase cinco anos, permitindo reformas de emergência.
Curiosamente, em 2025, o alerta sobre a deterioração de edifícios históricos voltou à tona. O episódio mostra que, mesmo cercado de tecnologia, o museu permanece vulnerável ao tempo.
Como cada fechamento impacta quem planeja a visita
Turistas costumam incluir o Louvre no roteiro com meses de antecedência. Porém, greves, protestos ou incidentes de segurança podem melar os planos de última hora. Para evitar dor de cabeça, vale acompanhar canais oficiais e ter um plano B, como visitar o Musée d’Orsay ou passear pelos jardins das Tulherias.
Quem usa plataformas de reserva, como o Só Reservar, encontra alertas sobre possíveis interrupções. Ainda assim, nenhum sistema prevê um assalto hollywoodiano ou uma lata de sopa voadora. Essa imprevisibilidade faz parte da aura que cerca o museu e reforça a importância de checar as notícias até o dia da visita.
Do século XVIII aos dias atuais, cada fechamento do Louvre lembra que a arte é, ao mesmo tempo, tesouro precioso e alvo de paixões — nem sempre pacíficas. Ao planejar sua próxima viagem a Paris, mantenha atenção redobrada: o museu mais famoso do planeta pode surpreender você antes mesmo de atravessar a icônica pirâmide de vidro.
